Seu filho não é convidado para a festa de aniversário de um amigo. O que fazer?

Fala turminha animada, tudo bem?

Hoje vamos falar de uma situação um pouco chata, vem comigo!

Poucas situações são tão complicadas no convívio social da infância do que esta.

Os pais devem pensar muito ao fazer festinhas e excluir coleguinhas da lista de convidados – sabemos que está atitude está relacionada ao controle do custo da festa e que embora pareça uma boa solução, só quem teve um filho excluído sabe como isso dói.

Quando a criança é muito pequena, é difícil ela entender que não foi convidada por alguma razão e o impacto é totalmente afetivo ou seja, ela se sentirá excluída, menos amada, triste e pode até acreditar que é culpada por isso (uma fantasia de que algo que ela fez causou esta exclusão, pois nós pais sempre reforçamos que se a criança for “boa” ela será recompensada).

Porém, a criança menor sofre muito, mas tende a aceitar ou “perdoar” mais facilmente.

Já as crianças maiores podem ser convencidas com bons argumentos, porém, ficam mais magoadas e passam a ter um comportamento mais “vingativo” com pensamentos do tipo (na minha festa não irei chamar ele).

Se houver algum fato que possa ser usado para os pais justificarem essa exclusão –“do ponto de vista racional ou seja, ela e o aniversariante não se gostam, já brigaram, o aniversariante já foi excluído de alguma festinha promovida pela criança excluída – o argumento pode contribuir para formar o raciocínio da criança, especialmente o da ação-reação.

No entanto, os pais devem abordar isso de forma amorosa e não culposa. O intuito será aproveitar um fato da realidade para formar a consciência da criança sobre as relações com os outros e que o que fazemos provoca uma reação na outra pessoa e talvez, nesta situação ( de existir um argumento racional para a exclusão, embora não haja culpados, não há vítimas também (já que somos parte desta relação com o outro).

Se não houver nenhum fato destes, os pais podem usar a questão do custo da festa e da necessidade de escolha dos pais do amiguinho em selecionar os convidados.
Aqui, o bom é que deslocamos parte da questão para os pais, desfocando do aniversariante – que, afinal de contas, irá continuar a conviver com seu filho após a festa, e não desejamos criar um clima de animosidade entre os pequenos. Se for possível, os pais devem ter uma atitude empática com a decisão dos pais do aniversariante, ajudando seu filho a superar esta frustração e entendê-la como parte da vida.

Se os pais tiverem sensibilidade e não estiverem magoados com a decisão dos pais do aniversariante, pode-se ainda (para ajudar na formação ética e moral da criança) incentivá-la a fazer um desenho ou um cartão de parabéns para entregar quando encontrar o colega, como forma de valorizar a amizade e estreitar os vínculos das crianças. Isso incentiva a tolerância – pois podemos interpretar que muitos problemas de relacionamento surgem quando nós julgamos que os outros devem fazer as coisas do jeito que a gente quer, como quer.
Embora seja frustrante não sermos eleitos como vínculos de maior proximidade, o fato é que as pessoas não têm “obrigação” de fazer o que a gente quer. Isso pode propiciar um diálogo muito rico entre filhos e pais.

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